Orbita News

  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size
Home ECONOMIA SINAIS POSITIVOS

SINAIS POSITIVOS

E-mail Print PDF

SINAIS POSITIVOS – TOP 20

(atualizado a 17JUN2014)

 

  1. 1. Taxa de Desemprego – O desemprego desceu para 14,6% em abril, o que representa um recuo de 2,7% em relação a abril de 2013. Esta é a maior variação homóloga desde que há dados do Eurostat sobre o desemprego em Portugal (início da série em 1983).

Em termos absolutos, registaram-se em abril menos 147 mil desempregados que no mês homólogo (de de 900 mil para 753 mil desempregados).

A redução sustentada da taxa de desemprego desde o valor mais alto em Janeiro 2013 (17,6) até ao mês de abril 2014 (14,6%) traduz-se em 15 meses consecutivos de diminuição; 9 meses consecutivos de taxas mensais homólogas mais baixas.

No desemprego jovem, registou-se também um recuo de 0.2 na variação mensal para 36,1% (menos mil desempregados jovens). Esteve valor corresponde a uma queda da taxa de desemprego na variação homóloga de -4.2 pontos percentuais.

  1. 2. Taxa de Emprego - A taxa de emprego em Portugal subiu de 60,1% no primeiro trimestre para 62% no quarto trimestre de 2013, mais 0,6 pontos percentuais face ao trimestre anterior (segundo a OCDE)

Em termos trimestrais, a taxa de emprego subiu quer no grupo de mulheres (de 58,5% para 59,3%), quer no dos homens (de 64,4% para 64,8%).

  1. 3. Melhoria das previsões: Governo e troika reviram previsões para próximos anos para Portugal. Na atividade económica, prevê-se agora crescimento do PIB de 1.2% para 2014 e de 1.5% para 2015.

Ao nível da taxa de desemprego, também houve revisões. A previsão para 2015 é agora de 14.8% (era de 16.5%).

  1. 4. Avaliações positivas: Portugal teve 12 avaliações positivas da troika e chegou ao fim do programa, na data prevista inicialmente, de forma limpa (sem programa cautelar, nem segundo resgate, os dois únicos cenários que se colocavam no início do ano).

  1. 5. Renegociação dos juros do empréstimo a Portugal: A concretização do programa de assistência reforçou a credibilidade internacional de Portugal, o que se traduziu na melhoria das condições da dívida. É de recordar que as condições de pagamento dos empréstimos do PAEF deixadas pelo anterior Governo (taxas de juro e prazos de pagamento) eram muito duras. Foi o atual Governo, em aliança com o governo irlandês, que procedeu imediatamente a uma melhoria acentuada dessas condições.
    1. a. Em Outubro de 2011: a UE aceitou com efeitos retroativos
      • EFSM – aumento da maturidade média de 7 para 12,5 anos e eliminação da margem cobrada sobre o custo de funding do EFSM (redução da taxa de juro em 215 pontos base, ou em 2,15%);
      • EFSF – aumento da maturidade média de 7,5 para 15 anos e eliminação da margem cobrada sobre o custo de funding do EFSF (200 pontos base, ou 2%);

    1. b. Em Junho de 2013: a UE aceitou estender as maturidades
      • EFSM – aumento da maturidade média de 12,5 para 19,5 anos;
      • EFSF – aumento da maturidade média até 7 anos (a partir dos 15 anos), o que na realidade se traduz no aumento da maturidade média para 20,8 anos.

Em termos pecuniários, Portugal, até 2017, reduz as suas necessidades (brutas) de financiamento em 18,1 mil milhões de euros (10% do PIB), o que contribui para poupanças orçamentais acumuladas de 5,4 mil milhões de euros. Em média anual, entre 2013 e 2017 a poupança será de 1,1 mil milhões de euros.

A longo prazo (2013-2042), as poupanças orçamentais acumuladas ascendem a 54,5 mil milhões de euros, reduzindo a dívida pública em 20% do PIB.

      1. 6. Produção Industrial – A produção industrial acompanha a recuperação da atividade económica iniciada no segundo trimestre do ano passado. Nos primeiros dois meses do ano, Portugal superou o dobro da média de crescimento entre os países da união monetária.

O índice de produção industrial aumentou 0,9% no conjunto do ano 2013, depois de ter diminuído 6,1% no ano anterior.

Segundo dados do Eurostat, Portugal foi o segundo país da Zona Euro a registar o maior crescimento da produção industrial em Fevereiro, apenas ultrapassado pela Eslováquia.

Em Abril, a produção industrial em Portugal cresceu 5,8% face ao mesmo mês de 2013, sendo que a média da UE foi de 2,1% - ou seja, o crescimento em Portugal foi mais do que o dobro da média europeia. Em comparação com a Zona Euro, a diferença é ainda muito mais acentuada, já que esta cresceu apenas 1,4%.

Na comparação mensal, em Abril, Portugal é o país com o maior aumento do volume produzido, com um crescimento de 6,7%. A média da UE foi de apenas 0,7% e a da Zona Euro 0,8%.

      1. 7. Neste mês de maio, os juros da dívida pública portuguesa continuam a atingir mínimos desde 2006, em todas as maturidades. A dez anos, as "yields" da dívida pública negociaram (8 maio) nos 3,460%, o valor mais baixo desde fevereiro de 2006. No prazo de cinco anos, os juros chegaram este mês a negociar nos 2,274%, um mínimo de sempre.

A dois anos, os juros negociaram (8maio) nos 1.047%. No início do ano, a taxa exigida para este prazo estava em 2,701%.

      1. 8. O INE confirmou que o défice das Administrações Públicas portuguesas foi de 8121,7 milhões de euros em 2013 (incluindo a recapitalização do BANIF – 700 milhões de euros), um valor que equivale a 4,9% do PIB estimado em 165.666 milhões de euros. Este valor fica 0.6 p.p. abaixo da meta imposta pela troika.

      1. 9. O INE confirmou um crescimento homólogo do PIB de 1,3% no 1º TRIM 2014:

Este foi o segundo crescimento trimestral homólogo em quase três anos (no trimestre anterior, o último de 2013, o PIB cresceu 1,5%).

A procura interna aumentou, com um contributo de 2,8 pontos percentuais. A grande ajuda foi dada pelo investimento, que disparou 12,2% entre Janeiro e Março face ao mesmo período de 2013 (tinha sido de 0,9% no trimestre anterior), sendo que o consumo privado também cresceu 1,5% (0,6% precedentes).

Nas projeções macroeconómicas (Março), o Banco de Portugal reviu em alta as previsões para a economia portuguesa, para  crescimentos de 1.2 por cento em 2014, seguido de uma aceleração para 1.4 por cento em 2015 e 1.7 por cento em 2016. Esta projeção aponta para que, no período 2014-2016, a economia portuguesa volte a apresentar um ritmo de crescimento próximo do projetado para a área do euro.

      1. 10. Portugal apresentou, pela primeira vez, em pelo menos mais de duas décadas, um saldo externo positivo. Um resultado histórico, decorrente de um saldo positivo da balança corrente e que significa que Portugal teve uma capacidade líquida de financiamento positiva (em 2008, o saldo da balança corrente era de -12.6%, em 2011 foi de -7.2). Portugal não tinha um saldo positivo desde 1995.

    • ¬ As nossas exportações, que têm vindo a ter um desempenho exemplar desde o início do processo de ajustamento, continuam a demonstrar resultados sólidos positivos, com um comportamento de destaque a nível Europeu.

No conjunto do ano de 2013, as exportações de bens aumentaram 4,6%. Em valor absoluto, representaram 47,3 mil milhões de euros, o valor mais elevado de sempre. O défice da balança comercial é também o mais baixo (e inferior ao de 2012) e a taxa de cobertura é a mais elevada de sempre. 83,6%, o que são mais 20.1% que em 2010.

Por comparação, repare-se que, em 2010 (o último ano do governo socialista em período pré memorando com a troika), o peso das exportações no PIB, no total, era de 31,7%. Este é quase  o valor que temos em 2013 apenas para as exportações de bens. Sabendo de antemão a importância que as exportações de serviços têm no PIB (de onde há sempre que destacar o Turismo), podemos concluir que este será efetivamente um bom ano.

      1. 11. O indicador de confiança e de sentimento económico português, medido pela Comissão Europeia, atingiu, em Março, os 100,4 pontos, o valor mais elevado desde Junho de 2008. Este indicador agrega vários índices, tendo para esta melhoria contribuído os sectores de serviços, indústria e retalho. Já os consumidores e o sector da construção verificaram uma deterioração.

A confiança dos consumidores também está no nível mais elevado desde Dezembro de 2009, quando considerada a média móvel dos últimos três meses (-30,7 pontos), mantendo o movimento ascendente observado desde o início de 2013.

      1. 12. Em 2013, foram constituídas 35.296 novas empresas, o que representa um crescimento de 12,8% face a 2012. O crescimento de novas empresas foi acompanhado por uma queda de 20% na dissolução de empresas.

De acordo com a Informa D&B, 2013 é também o primeiro ano, desde 2009, em que as insolvências registam uma descida face ao ano anterior, em 7,6%, e o primeiro ano em que esta redução se verificou em todos os trimestres. Entre 2012 e 2013 as dissoluções de empresas desceram 20%.

Se combinarmos o aumento de constituições de novas empresas com a redução de encerramentos, verificamos que alcançamos a melhor taxa de nascimentos por encerramento desde 2009, ou seja 2,4 novas empresas por cada empresa dissolvida, o que significa um aumento de 41% face a 2012.

      1. 13. Durante demasiados anos, vivemos com uma política de estímulo ao consumo em detrimento da poupança. Que promoveu, ano após ano, o excessivo recurso ao crédito e ao endividamento. Desde 2011, a taxa bruta de poupança dos portugueses cresce a dois dígitos.

Em 2013, a taxa de poupança das famílias aumentou para os 12,6%. Segundo o INE, a taxa de poupança das famílias aumentou 0,6 pontos percentuais, passando dos 12% em 2012 para os 12,6% do rendimento disponível em 2013.

Também a capacidade de financiamento das famílias aumentou para os 6,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013 (em 2012, foi de 6,4%), sendo que a redução da despesa do consumo final (-1,4%) foi "mais expressiva" do que a diminuição do rendimento disponível (-0,7%).

      1. 14. Capacidade de financiamento: Banco de Portugal prevê o aumento da capacidade de financiamento da economia portuguesa no período 2014 – 2016, resultante, em larga medida, da evolução do saldo da balança de bens e serviços.

      1. 15. Progressividade da repartição de austeridade: Medidas de consolidação orçamental tiveram o dobro do impacto no rendimento disponível dos 20% mais ricos em relação aos 20% mais pobres. Isto é, Portugal é o país onde a repartição da austeridade foi mais progressiva (FMI).

      1. 16. Inovação – Portugal foi o país da União Europeia que maior crescimento registou em matéria de inovação (3,9%, em março), segundo o Painel de Avaliação da Inovação da União Europeia.

      1. 17. Comércio a retalho – Portugal registou o maior aumento das vendas a retalho da União Europeia, em janeiro (Eurostat). Aumento de 6,7% face a dezembro de 2013. Em termos homólogos, registou o terceiro maior aumento entre os 28 estados-membros (+6.6%).

Em março, segundo o INE, o volume de negócios do comércio a retalho registou um crescimento homólogo de 1.3% No primeiro trimestre de 2014, as vendas no comércio a retalho subiram 1,7% em termos homólogos (1,6% no quarto trimestre 2013).

      1. 18. Recompra de dívida – Três operações bem sucedidas permitiram o reembolso antecipado de empréstimos e a consequente amortização de juros da dívida em 2015.

      1. 19. Fundos Comunitários – Portugal tornou-se num dos estados com melhor reputação na execução e controlo de fundos europeus. Além disso, foi o Estado com maior taxa de execução da União Europeia.

      1. 20. Consolidação dos depósitos do Estado - Em 2013, as reservas dos depósitos do Estado era de montante quatro vezes superior ao que o Estado retinha em abril de 2011, quando pediu o resgate (em agosto de 2013, o montante em depósitos já era suficiente para assegurar o pagamento aos funcionários do Estado um ano. Nota: este valor integra a dívida pública, mas não é, na realidade, dívida. É uma opção orçamental do governo).
Last Updated on Wednesday, 18 June 2014 12:45  

Menu Principal


FACEBOOK

Visit our facebook page

Contador de Visitas

mod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_counter
mod_vvisit_counterToday333
mod_vvisit_counterYesterday68
mod_vvisit_counterThis week469
mod_vvisit_counterLast week513
mod_vvisit_counterThis month1718
mod_vvisit_counterLast month2372
mod_vvisit_counterAll days148667

We have: 74 guests online
Your IP: 54.166.141.69
 , 
Today: Sep 18, 2018

Converte Moeda

Convert 

into

  

Currency Rates Table